domingo, agosto 09, 2009

Fuck Myself



Quando se sente alheio ao prazer exteriorizado por outrem, os dedos vagueiam em prol da mente que se liberta em espasmos.

Diverte-me os pensamentos levianos, algo visual, uma matéria amórfica que me toca.

Os encontros fugazes, despidos de ardor e sentimento,

roçando sobre os corpos deslavados, impugnados por nada sentirem.

Sacia-me serenamente meu estado ímpio.

Sou-me tão escassa como uma prímula

Sim, por vezes, é preferível foder-me a mim mesma.

sábado, julho 11, 2009

Alive or not Alive



Fui de encontro a ti propositadamente,

fiz de conta que tropecei, o destino, esse malfeitor,

testou o sentimento que outrora sentira.

Estavas baixado, talvez à procura de algo,

ou simplesmente o delírio de álcool, ou fumos inalados se tivessem apoderado de ti.

O encontro foi imediato,

ergueste, e vens de encontro ao meu olhar.

Senti ternura nos teus olhos,

a música que se fazia ouvir intensamente, estagnou,

o momento fez-se vagarosamente,

o toque de conforto nos nossos braços fez-se simultaneamente.

Desde aquele momento, soube que seria a última vez que iria avistar-te,

permanece a magia que há muito fora despertada,

há coisas que nem o tempo apaga.

Os impulsos sentem-se no mesmo local onde 'tudo' começou.

Se a imagem reflecte o sentimento, a nossa reflectiu por breves instantes o que se sentiu.

sábado, março 07, 2009

Libertina




Despiu-se na minha boca,

Friccionou o seu corpo contra ao meu,

Apanhando-me desprevenida,

Numa noite já perdida entre luzes, seivas alcoólicas, delírios, senti a sua pele segredando na minha,

O toque dos seus lábios,

O nosso fervor encontrava-se no auge.

No clímax do momento, entrego-me a ela.

Os olhares lascivos, entretidos no nosso prazer curioso, algures recalcado.

Fugaz, libertou-se de mim, ficando a desejar o fulgor que me provocou.

Break the Silence


Rogai sob essas mentes deslavadas. O meu afecto será inútil.

Murmuro sobre o Tejo, sobre as águas escarradas pelo povo libertino.

Não há fado que contemple o suor, a vinha, o aroma derramado pelo Douro.

Multiplicidade de vozes que praguejam numa cantada fervorosa.

O podre que escorre pelas ruas.

As multidões silenciosas e apressadas convergem e divergem pela sua diferença.

Desalojados de mente, convertem-se à fome urbana.

Suas bocas suturadas calam-se perante as vozes sociais que se rompem do pensamento à palavra.

A voz é fétida, calem-se os ouvidos!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Like a bitch


Soberbos de sentimento, fartos de foder, de promiscuidade, de dar o seu corpo em vão.

O feder do sexo embrenhado na sua pele, o olhar que se resguarda na noite sedenta.

Seus corpos contraem involuntariamente perante a pseudo sensação de prazer que percorre os meandros da sua carne insípida.

Esporram-se os desejos.

Venham-se suas putas, lacrimejem sob o vosso pudor.

Em convalescença.




domingo, dezembro 07, 2008

Naked




Apetece-lhe copular,

as suas entranhas suspiram pela rigidez de um corpo estranho a embrenhar-se pelas suas carnes leitosas e macias,

a volúpia do toque dos seus dedos não a sacia.

Os seus lábios desenham o prazer sobre a pele,

mordisca suavemente pelo pescoço,

as mãos deslizam sobre ela, supremida contra um corpo, sentiu-o duro.

Os corpos roçam, procuram o limiar do êxtase dos seus fulgores.

Embebedo-me em mim.






domingo, novembro 23, 2008

Nude




Sucumbi-me no tempo, o meu corpo estagnou,

a mente que dispara sobre o mal que se embebeda no surto da loucura.

Ligações desviadas, transições mal interpretadas, o riso gélido e sulfuroso.

Caio na mágoa do esquecimento,

sinto-me a discernir sobre o que é, e o que não é.

Estou a pregar fora do meu tempo.

Movimentos que me impulsionam ao auge da demência,

o frenesim do meu ser, a sombra que se desenha no escuro,

a fumaça ténue que se desvanece em mim.

O desejo, o desejo, o desejo, ai, é tão bom sentir o desejo,

que percorre nas nossas mentes tão medíocres, e desprovidas do não sentir.

Inviolável é o meu desejo.



terça-feira, setembro 30, 2008

Desnudos


Corpos desnudos, desmistificando as suas essências a cada toque, desflorando os seus sentimentos idílicos.
A anarquia biológica rege-se, espasmos avultam-se num ritmo crescente, os gemidos que se afagam, a entrega coincidente.
As línguas que se desenrolam nos corpos adjacentes, a minha que desperta o fulgor do âmago do prazer.
Envolvidos num só, os cheiros infiltram-se, as salivas diluem-se, acto que se transforma em sentidos.
Arrepio das carnes, os seios que se exaltam perante o beijo adocicado.
Degusto a tua manifestação provocada pela fricção dos meus lábios, descortinando-se em mim o teu vigor.
Tecendo-me em pleonasmos, em que o sentir meramente se coaduna à transversalidade do profano.







quinta-feira, setembro 11, 2008

She's lost control


Na sua essência desvairada, percorrida pela inocência, ofuscando o que não se quer ver.

A mulher e o hábito, desprendesse do seu corpo inerte, sem refúgio, aloja-se em si mesma.

Impávida, crua, em estado nulo, não se serve das suas breves vontades.

Em apoptose cerebral, rasga-se, consome-se, toma-se o puro pelo devasso.

Ela encontra-se no seu apogeu.





sábado, agosto 23, 2008

Devaneio



Breves devaneios que por mim se escondem,

pairando a imagem que não reflecte a essência que se pronuncia em mim.

Rostos desconhecidos enlaçam-se,

desprende-se a beleza sobre eles,

a indiferença perante o visível e o apetecível.

Suspiro, o meu sentimento em estado de latência ressurge no teu toque despido.

O olhar que deturpa o ser estampado em mim.

Ser o que se vê.

Alguém está a espreita…