quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Like a bitch


Soberbos de sentimento, fartos de foder, de promiscuidade, de dar o seu corpo em vão.

O feder do sexo embrenhado na sua pele, o olhar que se resguarda na noite sedenta.

Seus corpos contraem involuntariamente perante a pseudo sensação de prazer que percorre os meandros da sua carne insípida.

Esporram-se os desejos.

Venham-se suas putas, lacrimejem sob o vosso pudor.

Em convalescença.




domingo, dezembro 07, 2008

Naked




Apetece-lhe copular,

as suas entranhas suspiram pela rigidez de um corpo estranho a embrenhar-se pelas suas carnes leitosas e macias,

a volúpia do toque dos seus dedos não a sacia.

Os seus lábios desenham o prazer sobre a pele,

mordisca suavemente pelo pescoço,

as mãos deslizam sobre ela, supremida contra um corpo, sentiu-o duro.

Os corpos roçam, procuram o limiar do êxtase dos seus fulgores.

Embebedo-me em mim.






domingo, novembro 23, 2008

Nude




Sucumbi-me no tempo, o meu corpo estagnou,

a mente que dispara sobre o mal que se embebeda no surto da loucura.

Ligações desviadas, transições mal interpretadas, o riso gélido e sulfuroso.

Caio na mágoa do esquecimento,

sinto-me a discernir sobre o que é, e o que não é.

Estou a pregar fora do meu tempo.

Movimentos que me impulsionam ao auge da demência,

o frenesim do meu ser, a sombra que se desenha no escuro,

a fumaça ténue que se desvanece em mim.

O desejo, o desejo, o desejo, ai, é tão bom sentir o desejo,

que percorre nas nossas mentes tão medíocres, e desprovidas do não sentir.

Inviolável é o meu desejo.



terça-feira, setembro 30, 2008

Desnudos


Corpos desnudos, desmistificando as suas essências a cada toque, desflorando os seus sentimentos idílicos.
A anarquia biológica rege-se, espasmos avultam-se num ritmo crescente, os gemidos que se afagam, a entrega coincidente.
As línguas que se desenrolam nos corpos adjacentes, a minha que desperta o fulgor do âmago do prazer.
Envolvidos num só, os cheiros infiltram-se, as salivas diluem-se, acto que se transforma em sentidos.
Arrepio das carnes, os seios que se exaltam perante o beijo adocicado.
Degusto a tua manifestação provocada pela fricção dos meus lábios, descortinando-se em mim o teu vigor.
Tecendo-me em pleonasmos, em que o sentir meramente se coaduna à transversalidade do profano.







quinta-feira, setembro 11, 2008

She's lost control


Na sua essência desvairada, percorrida pela inocência, ofuscando o que não se quer ver.

A mulher e o hábito, desprendesse do seu corpo inerte, sem refúgio, aloja-se em si mesma.

Impávida, crua, em estado nulo, não se serve das suas breves vontades.

Em apoptose cerebral, rasga-se, consome-se, toma-se o puro pelo devasso.

Ela encontra-se no seu apogeu.





sábado, agosto 23, 2008

Devaneio



Breves devaneios que por mim se escondem,

pairando a imagem que não reflecte a essência que se pronuncia em mim.

Rostos desconhecidos enlaçam-se,

desprende-se a beleza sobre eles,

a indiferença perante o visível e o apetecível.

Suspiro, o meu sentimento em estado de latência ressurge no teu toque despido.

O olhar que deturpa o ser estampado em mim.

Ser o que se vê.

Alguém está a espreita…






terça-feira, julho 15, 2008

Brotar



Devassa, ali se encontra, a espera que a saciem, com a sua dança sensual, seduzindo o seu próprio desejo animal.

Sob o ritmo enlaçado da sua presa, esta consome o seu veneno entregando-se a luxúria de um momento que a apraz instantaneamente.

Desabrochando as suas vestes, os movimentos interruptos abandonam o seu corpo, antevendo os seus actos promíscuos que outrora a possuíam, o seu corpo reveste-se na graça do amor.

Define-se o que não se sente.






quinta-feira, junho 19, 2008

Despido



Tenho sede, sedento de ti, sede do que não tenho.

Teu ar de libertina desperta-me, ser que se refugia na clausura do nada sentir.

Sinto as blasfémias que disparas da tua boca, esses lábios tão delineados, e deliciosamente carnais, sempre que me pedes para te possuir, desejo não te dar esse prazer.

Estendida no teu doce leito, acariciando tua pele acetinada, evocas-me com o teu olhar.

Esta noite segue-se em vão, as palavras repetem-se, os desejos acomodam-se, o acto não se consome, e deixas-me despido, um mero
regozijo ao teu dispor.






sexta-feira, janeiro 18, 2008

Entrega


Ela deitou-se sob o meu dorso, carinhosamente, passei a minha mão sobre os seus seios, sentia a sua pele a vibrar, os seus mamilos a ficarem firmes somente com um simples toque, a sua face começou a ficar rosada, um pequeno arfar surge, e todo o seu semblante transparece satisfação, só me ocorre o desejo de a possuir, ter o seu sexo a roçar no meu, toco na sua intimidade húmida, soltando um suspiro mais caloroso, sinto nela a vontade de me ter.
Sentindo as suas pernas trémulas, o suco escorrendo pelas suas entranhas, sentir o seu odor na ponta dos meus dedos, consumindo a sua essência, o seu olhar pagã, os lábios que se entregam no ardor do meu sexo, a língua que escorre o leito da minha erupção.
O seu olhar afogueado que ainda sente a chama quente, o querer possuir um ínfimo do corpo que não acompanha o prazer mental.






terça-feira, janeiro 15, 2008

Desire



Na noite cálida, o resvalar dos olhares perante a indiferença dos sentimentos alheios, a dualidadade que se reflecte no olhar empobrecido de falsa tentação.

Os corpos revitalizados pelo suco vertiginoso que se eleva no acto libidinoso.

O exsudado que percorre entre o seio da voluptuosidade consumando o acto da contiguidade.

Os aromas que se misturam, brotam na sua decadência mortal.

O âmago que se desprende do hábito imoral, e as vestes que se exalam perante o toque libertino.

No romper do crepúsculo os corpos amanhecem, figurando a apetecível consolação.