sexta-feira, março 02, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
Adormecida

Adormecida na esfera da escuridão, percorro sobre caminhos fumegantes, levitando em redor da sua transparência, ao encontro da minha musa noctívaga.
Exalando pela sua inocência feminina, recuo perante a sua beleza angelical.
Fria e distante, ali se entrega ao prazer de uma adoração carnal.
Produzindo mucos lascivos a visão de um corpo dançante.
A sua volta, figuras estranhas assemelham-se a sua imagem.
Avançando para ela, olhou-me com desprezo, e suspirou seu bafo de fel, afastando a sua pose de mulher diabo.
Num toque fugitivo sobre o meu dorso, apertando seus lábios, emerge-lhe uma vontade de saciar-se desta carne aveludada que ladeia a minha boca...
Entregando-se aos desejos íntimos da sua carne.
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Carnaval Bacanal

Bocas entreabertas, escorrendo o suco da libido, órgãos palpitantes, mãos desejosas que percorrem os corpos suados que deslizam entre as peles mais húmidas e veludas.
Os sorrisos que encarnam o manifesto de sentir o prazer de forma mais volúvel, intensamente, no meio das luzes que disparam sobre as sombras quentes.
A gata negra rosnou, a sua dança inicia-se, deu-se o início da orgia, tanta fome de sexo, olhares a busca de outros, a aguardar algo que os consuma.
A música que acompanhava o resvalo intenso, a cada suspiro, um apego mais forte, o agarro sobre as carnes vestidas, carecidas de pudor.
As máscaras, não escondiam o desejo da entrega a corpos desconhecidos, a necessidade de sentir o quente prevalecia...
O disparar d prazer...
Os sorrisos que encarnam o manifesto de sentir o prazer de forma mais volúvel, intensamente, no meio das luzes que disparam sobre as sombras quentes.
A gata negra rosnou, a sua dança inicia-se, deu-se o início da orgia, tanta fome de sexo, olhares a busca de outros, a aguardar algo que os consuma.
A música que acompanhava o resvalo intenso, a cada suspiro, um apego mais forte, o agarro sobre as carnes vestidas, carecidas de pudor.
As máscaras, não escondiam o desejo da entrega a corpos desconhecidos, a necessidade de sentir o quente prevalecia...
O disparar d prazer...
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Tu

Um beijo roubado que suspirava pelo toque dos teus lábios nos meus, o deleite da tua existência amenizou este olhar que em noites solitárias se perdia no vago de meras ilusões, que na tua presença tomou o meu espaço no teu.
Tenho o teu cheiro a cada abandono teu, deixas-me adormecida sobe o teu reconforto, e sinto-me só quando me deixas.
As utopias de sentimentos que me envolvem, os ciúmes que se revelam quando figuras femininas inoportunamente fragilizam o teu mundo.
Querem amordaçar-te nas suas vidas medíocres, plagiando sentimentos que não lhes pertencem.
Tenho problemas de expressão, porque não digo o que sinto, e quando o digo, para ti é uma quimera.
Sinto que simplesmente gosto de ti!
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente. " Fernando Pessoa
Autor da Imagem: Graça Loureiro, em Olhares.com
terça-feira, fevereiro 06, 2007
Perdida

Perdida nas carnes sobrepostas, sem o fluido que as agregue em corpúsculos que toma o meu corpo.
Derramando o suor frio provocado pela ausência de ardor que insensibiliza este pedaço de matéria inanimada.
Gemidos contidos, abafados pelo ranger de uma actividade promíscua.
Constituindo acções que consolidam num acto que desperta sentidos imaturos.
Derramando o suor frio provocado pela ausência de ardor que insensibiliza este pedaço de matéria inanimada.
Gemidos contidos, abafados pelo ranger de uma actividade promíscua.
Constituindo acções que consolidam num acto que desperta sentidos imaturos.
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Sentir, calor, paixão, amor...que belas palavras, mas que não me trazem consolo, não sei o que elas representam em alma, a sua simbologia determina sentimentos ousados que não se hospedam neste espaço por alugar.
Lágrimas que escorrem desesperadas, porque não encontram o leito onde possam desaguarem.
Vazio, é o que me define, o sorriso roubado, a escrita que permanece obscura, o grito que se quer soltar.
Quero viver, sair desta agonia, não quero ouvir, falar, quero rir de novo, ser eu, ser quem conheces, o dito sorriso que contagia, liberta-me, deixa-me ser eu....
Preciso de dançar, beber o suco que me alucina, sentir o que não senti.
Love can be like bondage, seduce me once again
terça-feira, janeiro 30, 2007
Cortejo

Caras, que se moldam, vulgarizam-se perante adornos que enfeitam o seu aspecto medíocre.
Passeiam com os seus rostos, com o atrelado que os une a semelhança da mesma espécie.
Desfilam com o seu ar empertigado, buscando os olhares cegos que valorizem a sua imagem.
Marcham em sentido único, ultrapassando as proibições, soltando-se no tráfego sujo.
Desencontro-me desta caminhada, e deambulo até a ti, tu que me tornas frágil, desprotegida, sem a minha frieza guardiã.
Trilho sem rumo...
Passeiam com os seus rostos, com o atrelado que os une a semelhança da mesma espécie.
Desfilam com o seu ar empertigado, buscando os olhares cegos que valorizem a sua imagem.
Marcham em sentido único, ultrapassando as proibições, soltando-se no tráfego sujo.
Desencontro-me desta caminhada, e deambulo até a ti, tu que me tornas frágil, desprotegida, sem a minha frieza guardiã.
Trilho sem rumo...
terça-feira, janeiro 09, 2007
Lady Ice
Congela-me como se fosse uma peça envolvida pela técnica de criotomia.
Não me reanimes, o suco de nitrogénio esfriou aquele reles órgão que nos dá o viver, mas não o sentir.
O formol que inactiva a malignidade das minhas vísceras tornando-as límpidas, inerte ao teu toque.
Fragmentos parafinados de tal dureza quando se resiste as malícias daqueles que provocam a laceração de sentimentos ímpios.
Não me reanimes, o suco de nitrogénio esfriou aquele reles órgão que nos dá o viver, mas não o sentir.
O formol que inactiva a malignidade das minhas vísceras tornando-as límpidas, inerte ao teu toque.
Fragmentos parafinados de tal dureza quando se resiste as malícias daqueles que provocam a laceração de sentimentos ímpios.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Putas

Putas desvairadas que percorrem na noite cega a procura de quem as alimente.
Seus leitos imundos, ocultando vidas lacrimosas, apelando que as sustentem.
Seus corpos sorriem, suas presas babam-se naquele meio onde o negrume padece.
Palpitam os sexos, o rejubilar de uma nova sentença, o ditar de uma noite cálida.
No auge, solta-se aquele bafo pasmaceado de mais um momento inglório.
Seus leitos imundos, ocultando vidas lacrimosas, apelando que as sustentem.
Seus corpos sorriem, suas presas babam-se naquele meio onde o negrume padece.
Palpitam os sexos, o rejubilar de uma nova sentença, o ditar de uma noite cálida.
No auge, solta-se aquele bafo pasmaceado de mais um momento inglório.
Autor da Imagem: Graça Loureiro, em Olhares.com
Amelie

Como um dinamismo orgânico que ferve, sentindo a ausência de uma presença que sucumbe a cada instante...
Ruídos, sons mudos que me atordoam, o que é feito de mim?
Perdida em falsos sorrisos, monólogos que visam a decadência de um ser inaudito...
Quero despertar, libertar-me do imundo da lascívia, sou quem não sou, sou quem quer ver, não me procurem, porque já desvaneci.
Tenho-te no meu aconchego, sentes o meu cheiro, refugia-te em mim ser frágil, não percebes o que sinto?
Solta-te, vive o que é teu, o meu mundo, sou eu, o egocentrismo que me ofusca!
Ruídos, sons mudos que me atordoam, o que é feito de mim?
Perdida em falsos sorrisos, monólogos que visam a decadência de um ser inaudito...
Quero despertar, libertar-me do imundo da lascívia, sou quem não sou, sou quem quer ver, não me procurem, porque já desvaneci.
Tenho-te no meu aconchego, sentes o meu cheiro, refugia-te em mim ser frágil, não percebes o que sinto?
Solta-te, vive o que é teu, o meu mundo, sou eu, o egocentrismo que me ofusca!
Petit Amelie...c' est moi que reste ici...
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Autor da Imagem: Maria Flores,
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